
E por não
acreditar em coincidências, eu consiga afirmar tão fortemente que
nada na vida da gente acontece por acaso. Não sou institucionalmente
religiosa, sou crente (no sentido correto, pois crente é aquele que crê em algo/alguém) e acho que isso
explica muita coisa do meu “viver intensamente”.
Super
hilário é quando eu escuto críticas que julgam meu momento ativo
de irresponsabilidade; o que é bem interessante, já que essas
mesmas pessoas que tanto me criticam agora, já criticavam antes a
minha inatividade. Bom, paciência, não posso agradar a todos; ou
melhor, não consigo agradar esses em especial. E como diria um amigo
meu “não vou me jogar no Capibaribe por isso”.
A semana
de 20 a 27 foi a semana mais louca e mais sã que eu já tive, era um
misto de racionalidade e emotividade que só quem estava junto,
vivendo comigo, pode explicar. Nessa dualidade de pensamentos a vida
me mostrou mais uma vez que se a gente não souber aproveitar e não
souber dizer para os outros o quanto eles são especiais para gente,
podemos levar uma 'tabocada' na cabeça e acordar para realidade: que
nós nos importamos com coisas rasas, que brigamos por motivos
medíocres, que deixamos de rir por um simples acordar com o pé
errado e assim deixamos de ver a beleza em um dia quente e
ensolarado, beirando temperaturas infernais(risos), em Recife.
Em menos
de 30 dias o mundo ao meu redor perdeu duas pessoas muito amadas;
primeiro foi a avó de um amigo/irmão que me acompanhou a vida
inteira, não era uma simples avó. Era a avó feliz, que sorria
gratuitamente para qualquer um, que irradiava amor e paixão pela
vida. Era, principalmente, uma mãe que educou bem os filhos, que
afagou os netos e que adotou noras e genros.
Nessa
semana uma tragédia chocou o Brasil todo, os jovens queimados em
Santa Maria, por pura ambição e ganância. Talvez pessoas que não
são de Recife, não tenham visto a reportagem que fizeram (eu não
tenho noção do tamanho de alcance desse blog, só jogo meus
pensamentos nessa penseira para aliviar os excessos), mas minha
prima, meu pedacinho de vida, meu docinho está de férias com o
namorado no Rio Grande do Sul e ela estava nessa boate; e por um
estalo inconsciente implorou para o meu cunhado para saírem de lá.
Graças aos Céus eles estão bem.
Ontem,
numa carregada quarta-feira, recebi uma notícia capaz de me deixar
desorientada. A segunda pessoa do mundo ao meu redor se foi de uma
maneira brutal; o irmão de um grande amigo, amigo daqueles que você
gosta de graça, que por ver uma abelha colhendo o pólen abre o
sorriso mais inocente e singelo que pode existir, uma pessoa
verdadeiramente apaixonante; que você olha pra ele e diz “nada nem
ninguém pode fazer uma criaturinha dessa sofrer”, mas ele perdeu o
melhor amigo, o melhor filho, o irmão mais novo. E vê-lo sem chão
me fez mais uma vez pensar sobre como a vida é passageira, como tudo
é tão idêntico a um rio e como nós somos completamente
incoerentes por viver reclamando da vida e não parar pra vivê-la de
verdade.
Lembrem-se
um ex-gordo vê o mundo diferente de um magro.
Até a
próxima postagem.